Acolhimento a viúvas e viúvos: seg. a sexta das 08h às 12h
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O Impacto Inicial da Morte do Parceiro ou da Parceira

Inicialmente, enfrentar a morte da pessoa amada pode ser doloroso e confuso: O que estou vivendo é real mesmo? Vou sobreviver sem o amor da minha vida? Será que eu vou dar conta? Como eu vou seguir sozinho (a)? Como ficarão as contas? Como ficarão os nossos filhos?

Perder um parceiro ou uma parceira, seja por uma morte esperada ou repentina, seja durante a juventude ou mais tarde, é um desafio. Projetos feitos juntos não serão realizados da forma como foi planejado inicialmente e isso leva a várias mudanças emocionais e externas. Essa perda pode envolver ter que lidar com uma imensa dor, com um imenso vazio, com uma mistura de sentimentos e de manifestações comportamentais, como tristeza, solidão, choro, raiva, insônia, arrependimento, culpa. Além disso, pode haver a necessidade de lidar com certas responsabilidades, questões burocráticas e jurídicas, tomada de decisões. Tudo ao mesmo tempo.

Ajustar-se a um mundo sem a pessoa amada vai depender de vários fatores: da intensidade do relacionamento amoroso, do significado do relacionamento, do papel que cada um desempenhava. Por exemplo, uma viúva ou um viúvo pode não ter perdido apenas um (a) companheiro (a), mas perdeu ao mesmo tempo um jardineiro, um contador, uma parceira de dança, um motorista, uma cozinheira, um suporte financeiro, um parceiro que ajudava com o cuidado dos filhos, um ouvinte, um paciente (no caso de parceiros que estavam doentes). Então, o sobrevivente não sabe que papel desempenhar agora. Isso pode levar a um rebaixamento da autoestima, a sentir desânimo e desesperança.

Lidar com o impacto da viuvez exige que a pessoa encare o fato de que a perda aconteceu, envolve a confrontação da dura realidade e a reorganização do pensamento e de questões concretas. É ir encontrando, aos poucos, uma forma de viver em um mundo em que aquela pessoa tão importante não existe mais. É um momento de adaptação, é um momento de transição para uma nova vida.

Cada sentimento deve ser vivido para que depois possa ser elaborado. Se você precisar chorar, chore. Se você precisar de um momento só, isole-se, se dê um tempo. Mesmo que a vida grite para que você resolva alguma pendência, permita-se sentir. Permita-se inclusive rir, dar gargalhadas, pois você pode ter momentos felizes durante o processo de luto, sem culpa.

Continuar a vida não é esquecer a pessoa que se foi, é guardar na memória os momentos vividos e as lições aprendidas e recomeçar. A tarefa é responder à questão: Quem eu sou agora? Sinta e se reorganize aos poucos. Cada um do seu jeito, cada um a seu tempo.

Siga a sua jornada acompanhado (a) de pessoas acolhedoras e de um (a) psicólogo (a) especializado (a). Não é fácil, mas é possível.

Renata Amado.
Psicóloga Clínica e Hospitalar, com formação em Perdas e Luto.
CRP 01/17628



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