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Depoimento Sil Sylos

Era vinte e nove de maio uma manhã de sábado fria, na cidade de Sapucaia do Sul – RS seria aquela aurora frígida a premonição da maior e mais gélida sensação que o meu coração já tivera?! Eu estava em casa quando o celular tocou. Com a noticia que o meu marido tinha sido vitima de assalto e que havia levado um tiro.

Sinceramente, não sei como descrever aquele momento, só lembro que consegui fazer alguns telefonemas, avisei algumas pessoas que me dariam suporte naquele momento, chamei minha vizinha e amiga Gisele, que prontamente me deu todo apoio que precisava naquele momento. Eu precisava ir ao hospital, para onde levaram meu marido.

Quando eu vi o médico vindo em minha direção no corredor do hospital, senti como se tivesse levado um soco no estomago, por mais que tentasse manter meu coração com esperança e orasse com tamanha fé.

Eu sentia em cada passo do médico na minha direção e que, o que ele iria me falar, seriam palavras que eu jamais queria ouvir.

Eu relutei por uns instantes sem querer ouvir a pior notícia da minha vida, mas tive que ouvir.

E naquele momento não conseguia sentir o meu corpo, como se fosse tirado naquele momento à vontade de viver. Sem entender direito o que estava acontecendo, fui amparada nos braços de uma amiga que me acompanhava no hospital.

Senti meu coração se partir em mil pedaços, tamanha era dor que senti, queria  sair correndo daquele lugar, mas o meu corpo não me obedecia, minhas pernas não se movimentavam e meu corpo se contorcia em dor.

Mal conseguia ter forças para balbuciar aquelas palavras com a voz embargada de um choro que nunca tinha experimentado antes.

Reúno o pouco de forças que me restam e retorno para minha casa.

Em questões de horas eu fui do céu ao inferno.

Da Fé para incredulidade.

Da Esperança para o desespero.

Minha vontade era me trancar no quarto e ficar ali quentinha sem falar com ninguém, mas tantas providencias a serem tomadas. Meu Deus, ter que ligar para minha sogra e avisar que seu filho morreu.

Respiro fundo, parecendo aquelas crianças que a mães diz engole o choro e foi exatamente o que fiz, engoli o choro, do outro lado da linha, o telefone chamava e ninguém atendia, depois de várias tentativas.

Decido ligar para o meu cunhado, que estava na correria com a sua esposa preparando a festa de aniversário dela.

E quando falo com eles, a voz incrédula da minha cunhada me perguntando se eu tinha certeza mesmo que César havia morrido, eu também não queria acreditar que tudo aquilo não passava de uma mentira, piada de mau gosto.

Mas não era!

César morreu no dia 29 de maio 2010 às 14 hs na Cidade de Sapucaia do Sul  – RS.

Ali seria sua última casa, sua última e honrosa parada na sua carreira.

E onde a minha rota seria alterada e minha vida mudaria completamente.

Ao escrever esse texto tenho cada vez mais claro que a morte Cesar Luís me fez traçar novas rotas.

E assim começa um novo capítulo da minha história e com ele uma nova vida.

Com duas filhas para me inspirar e me motivar a sair daquele momento de sofrimento.

Mudamos para Campinas – SP e exatamente de onde estou escrevendo. Comecei a transformar a tragédia em força, uma carreira (coach) que me trouxe propósito e construir uma vida com mais significado, alegrias e o riso novamente voltou a brotar. Pois eu escolhi recomeçar e fazer dessa interrupção um novo recomeço.

Eu trilhei pelo caminho do aprendizado, participei de muitos cursos de imersão com os melhores profissionais do mercado, li um grande número de livros, assisti muitas palestras, tudo isso com um propósito muito claro…ser capaz de ressignificar a dor.

Este objetivo foi atingido e hoje meu trabalho e ajudar pessoas a recomeçarem suas vidas com mais felicidade, a traçar uma nova rota.

A minha vida mudou, mudou muito nesses 8 anos após a morte do meu eterno amor.

E se hoje você me perguntar quem eu sou: Eis a resposta.

Sil Sylos, mãe de dois anjos Rebeca e Valentina que foram meu norte quando vi meu mundo desabar e que foram e são a minha inspiração, a minha família ímpar, família de 3.

Sou criadora do Traçando Novas Rotas um programa de desenvolvimento pessoal com foco em recomeço após uma perda.

Escritora e aspirante a fitness nas horas vagas e eterna aprendiz da arte de fazer do limão um delicioso bolo de chocolate e usar só as raspas do limão para decorar, afinal ela aprendeu que não precisa tomar a limonada. Com PHD em se reinventar e recomeçar.

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