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Depoimento Marcos Mattos

No dia 28/03/2013, uma quinta-feira santa, minha esposa Christiane saiu de casa para ir ao shopping Pátio Brasil em Brasília-DF para comprar ovos de páscoa para a família.

Na saída, no estacionamento do shopping, ao abrir o carro e entrar nele, um homem entrou no banco carona e a obrigou a dirigir até o Parque da Cidade onde, após forçá-la a dizer a senha do cartão e posteriormente usá-lo para saques em caixas eletrônicos, a matou. 

Ela foi vítima de sequestro e latrocínio.

Ela tinha 37 anos, eu 39 anos, nosso filho Eduardo 7 anos e nossa filha Gabriela 2 anos.

Eu soube da notícia da morte dela pela delegada que soube do caso quando eu fui à delegacia, pois ela estava demorando para chegar em casa com os filhos que ficou de buscar no colégio (aquela foi a única quinta-feira santa que houve aula naquela escola em mais de 50 anos de existência). A professora da Gabi me ligou às 18h30 informando que ninguém tinha ido buscar as crianças. 

Na hora fiquei desesperado, pois sabia que algo de ruim tinha acontecido e pior ainda, momentos antes eu havia escutado a voz dela me chamando, mas achei que fosse impressão minha.

Fui à escola, busquei meus filhos e fui para a delegacia. Os policiais, com minha ajuda a encontraram por volta das 22h morta no carro no estacionamento.

Minha vida naquele momento desmoronou. Além de chorar muito, meu coração estava partido (na verdade, acho que está até hoje).

Vou pular a parte da delegacia….

Após a morte da Christiane eu fui com meus filhos para a casa dos meus sogros, pois precisava fazer um monte de coisas a respeito de documentação e as crianças precisavam ter onde ficar e apoio dos familiares.

Uma semana depois e após pensar muito, resolvi mudar de casa e recomeçar com meus filhos. Os avós queriam ficar com eles e até comigo. Mas tomei a decisão de pelo menos tentar viver a vida com meus filhos em nossa casa. E assim foi. Hoje, nem sei como foi direito. Dia após dia uma vitória. 

Trabalhar, levar as crianças ao colégio, lembrar das vacinas da Gabi, comprar e trocar fraldas que ela usou por cerca de 6 meses mais, levar nas consultas médicas e odontológicas, ir à reuniões de pais, dar lazer aos filhos, descobrir que as roupas ficaram pequenas, comprar roupas, alimentá-los, educá-los, cuidar da casa etc. 

Enfim, fazer tudo que eu já fazia mais tudo o que a Christiane fazia. 

Foi realmente uma superação, uma ressignificação. 

Depois de uns meses a família entendeu que eu realmente ia criar meus filhos sozinho. Mas sempre tive a fé em Deus que ia dar certo. Sabia que passaríamos por muitos problemas, mas que com muita fé e amor conseguiríamos.

Hoje, após quase 7 anos do falecimento da Christiane, continuamos nós três em nossa casa. Atualmente eles já estão com 13 (quase 14 anos) e 9 anos. Me ajudam muito, tanto nas tarefas quanto emocionalmente.

Se tem alguma coisa que levo comigo é que “a gente só sabe a força que tem quando nossa única opção é ser forte e que Deus sabe todas as coisas!!!”

Nos amamos e mesmo com minhas limitações como pai, tento dar o meu melhor para eles. Vou cumprir a missão que Deus determinou. 

Descobri a Acolhe com Amor através do Instagram e sempre acompanho. Já participei de lives. Leio os depoimentos.

Que bom ter pessoas assim como vocês. Parabéns pela nobre missão. 

Forte abraço.

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