Acolhimento a viúvas e viúvos: seg. a sexta das 08h às 12h
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Depoimento Fransouze

Esperei com paciência no Senhor e Ele se inclinou e ouviu o meu clamor. Sim! Ele ouviu! E em 2002 conheci o homem com o qual troquei votos de até que a morte nos separe no altar.

Nós procurávamos fazer tudo de maneira correta: orávamos ao começar o relacionamento, pedíamos a benção ao nosso pastor, aguardamos a liberação do mesmo para efetivamente começar o namoro e em apenas três meses depois do consentimento e benção, estávamos nos casando. 

Trinta de junho de 2002 traz boas lembranças? Conquista do pentacampeonato do futebol brasileiro. Um dia sugestivo à muitas pessoas, não é mesmo? Costumava dizer que o Brasil ganhou uma taça e eu ganhei um esposo! (Risos).

Tão logo começamos a namorar, entendemos que o Senhor, nos mostrara um processo de uma velocidade incompreendida. Trocamos alianças dia quinze de outubro daquele mesmo ano. Dois anos depois apenas, recebemos o fruto do nosso amor, Isabela, que significa consagrada ao Senhor. Após cinco anos, completando a família, veio nosso príncipe Israel Henrique. Fomos um casal abençoado por filhos, estávamos felizes e confiantes quanto ao futuro.

Porém, domingo, 07 de maio de 2017, fomos surpreendidos com uma mudança de vida. Meu esposo de apenas 35 anos sofreu um AVC hemorrágico no tronco cerebral. Foi uma agonia, 18 dias à espera de um milagre a cada visita na UTI. Meu esposo em coma, distante de nós. Eu orava pedindo ao Senhor, tentando obter alguma resposta do meu amado naquele leito, porém nunca mais pude ouvir a sua voz, sentir o seu toque ou ser amparada pelo seu olhar. Na madrugada do dia 25 de maio recebi a pior notícia que alguém pode receber. Ao enterrar meu marido, enterrava meus sonhos e minha vida com ele. A dor que sentia era simplesmente indescritível.

            Sabia que muitos desafios me aguardavam, vivi um dia de cada vez, com apoio de amigos e familiares, não fugi do luto. Fugir da dor não traz cura e eu sabia que precisava enfrentá-la. No dia do sepultamento, fui para casa de amigos com meus filhos. Na ocasião, Isabela estava com 12 anos e Israel apenas seis anos (mesma idade que eu perdi minha mãe). Quando retornei à nossa casa perguntei às crianças se queriam permanecer na mesma casa ou mudar, e os dois optaram por permanecer. Na verdade, as lembranças eram mais dolorosas para mim. Ao colocar a mesa, para quatro, ou quando orávamos agradecendo pelo alimento, a lembrança que em nossa mesa havia órfãos e viúva. Após duas semanas da morte dele eu separei todas as roupas, sapatos e alguns objetos para doação. Optei por sentir a dor uma única vez e não precisar viver novamente o sentimento de perda.

Em todo o tempo que vivi o luto, a Fé e a presença do nosso Pai conosco, foi o que fortaleceu a mim e aos meus filhos. Graças a Deus meus filhos passaram por esse terrível período de luto emocionalmente equilibrados, não houve queda no rendimento escolar e consolávamos uns aos outros. Como diz o salmo 23: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte não temerei por que tu estas comigo”. Essa certeza trouxe a força necessária para vislumbrar o recomeço.

O passo mais difícil para um viúvo (a) é recomeçar. Reaprender a viver sem a pessoa amada. O fator determinante na minha superação foi o serviço. Servir a Deus na vida das pessoas contribuiu no processo de construção da minha nova identidade, num conjunto de resiliência, empatia e fé, que ajudou a todos nós. Hoje, um ano e nove meses depois de tudo o que vivemos, ainda existe dor e saudade, mas posso garantir que Deus nos faz sonhar novamente. A minha casa não teve aspecto de morte e todos que nos conhecem são encorajados e motivados a prosseguir confiando no Senhor.

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