Acolhimento a viúvas e viúvos: seg. a sexta das 08h às 12h
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Depoimento Danielle

Sou Danielle Camarotti, mais conhecida como Danielle de Thiago (nome do meu amado esposo). Sempre fui uma esposa muito apaixonada pelo meu marido, com quem convivi durante 13 anos, sendo 11 de casados, e com ele tive dois filhos lindos.

Passei o ano de 2017 bem angustiada, pois meu esposo estava trabalhando em outra cidade e passou o ano inteiro viajando. Foram idas e vindas na estrada todas as semanas. Eu orava desesperadamente para ter meu marido mais perto, pois estar longe dele era algo que me causava profunda tristeza. Nem imaginava o que ainda estava por vir…

2018 seria o ano da minha esperança. Ano que eu completaria 40 anos de idade; ano que faria 20 anos de empresa; um ano muito especial e esperado por mim. Mas, no dia 01/01/2018, ocorreu o que jamais imaginei nem nos meus piores pesadelos, recebi a pior notícia da minha vida até hoje. No primeiro dia do ano, dia de renovar as esperanças, fazermos planos, meu esposo viajou para nunca mais voltar. Passamos um fim de ano maravilhoso em família, fizemos tudo o que ele mais gostava, mas à noite ele resolveu viajar de moto para a cidade onde ele teria uma reunião de trabalho na manhã seguinte, mas no meio percurso, sem nenhum motivo claro, ele perdeu o controle da moto e caiu num precipício e não houve tempo para socorro – faleceu na hora. Acredito fielmente que ele cochilou. Graças a Deus vinha um carro atrás dele e avisou à polícia que ele havia caído, caso contrário, eu poderia estar sem notícias dele até hoje, o que seria infinitamente mais sofrido.

Quando recebi a notícia, senti como se o mundo tivesse desabado sobre a minha cabeça. Foram tantas perguntas: é um pesadelo? O que vou fazer agora? Como vou contar para os meus filhos que o paizão maravilhoso deles não voltará? Como vou cuidar deles sozinha? Quem vai cuidar de mim? Como vou viver sem o amor da minha vida? Foram inúmeras perguntas em frações de segundos. Fiquei em estado de choque, só pensava como seria a reação dos meus filhos Gabriel e Gustavo, 10 e 4 anos de idade, respectivamente.

A notícia da morte é devastadora! A sensação é de que arrancaram um pedaço de mim, minha metade, mas eu não tinha muita escolha, precisava reagir, pois meus filhos dependem de mim, e agora mais do que nunca.

Primeira coisa que fiz foi orar pedindo à Deus para me carregar nos braços e conduzir minha vida conforme a vontade dEle. Eu já conhecia bem esse Deus e sabia que Ele estava no controle de tudo, mais ainda, eu sabia que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus. Existia essa promessa gravada em meu coração, e eu não vivo sem esse Deus, que tem feito maravilhas em minha vida. É um cuidado e amor tão grande, que constrange.

Não foi fácil, ou melhor, não está sendo fácil, mas a fé num Deus soberano e a certeza que existe um propósito maior para as nossas vidas, aos poucos foi acalmando meu coração. Posso assegurar que minha fé me sustentou e tem me sustentado. A certeza que Deus levou meu esposo por amor, e que um dia iremos nos reencontrar no céu, traz alívio ao meu coração.

Reconheço minhas fraquezas, mas resolvi viver meu luto sem reservas e a psicologia tem me ajudado nisso. Iniciei minha terapia logo no início do luto, tenho uma psicóloga maravilhosa, Kécia Lima, que tem me ajudado a organizar minha mente. Nós não temos noção do quão danoso podem ser nossos pensamentos, e saber controlá-los faz toda diferença.

A gratidão pelo que ainda tenho, e escrever sobre meu luto também são armas que uso na minha superação, e hoje, consigo ajudar outras viúvas com meu exemplo de fé e perseverança, através do perfil no Instagram que criei para descrever meus dias de luto. O “Vivendo o luto com Deus” tem sido parte da minha terapia e ainda tem me dado a oportunidade de servir à Cristo, pois através do perfil tenho conseguido ajudar meninas que estão passando pela mesma dor que conheço bem de perto.

Tenho dado dois conselhos para quem cruza o meu caminho:

1º) Para viúvo(a): se permita viver seu luto sem reservas, chore quando sentir vontade, reserve-se quando for necessário, mas jamais esqueça todos os motivos que você ainda tem para viver: filhos, pais, trabalho, saúde, Deus, etc. Você foi um(a) felizardo(a) por ter tido a chance de viver um grande amor.

A gratidão é uma arma poderosíssima contra a depressão. Reforço ainda a necessidade de um acompanhamento profissional para te ajudar e direcionar. Procure a psicologia o mais rápido que puder, verás o quanto te fará bem.

2º) Para casais: ame seu marido/esposa, valorize suas qualidades e tenha paciência com seus defeitos, pois não sabes quando será o último dia que o(a) terás por perto. A dor da partida é tão devastadora, que quem perdeu um grande amor faria questão de tê-lo por perto com todos os seus defeitos. Portanto, não desperdice um só momento ao lado do seu amor e jamais esqueça que a presença dele(a) é uma verdadeira riqueza.

Se quiser conhecer mais sobre a minha história, sinta-se convidado(a) a me seguir no Instagram @vivendoolutocomdeus.

Que Deus te conceda a paz que excede todo entendimento, assim como tem ocorrido comigo a partir do momento que decidi viver meu luto com Deus.

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