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Depoimento Cheila de Oliveira

O tempo está passando muito rápido, 5 meses sem o meu querido João, meu lindo. E a saudade cresce cada vez mais expandindo dentro do meu peito, fazendo essa dor ser mais intensa a cada dia. Ontem mesmo chorei muito agarrada no travesseiro dele; fiquei no quarto para que as minhas filhas não me vissem chorando.

Tenho que “fingir” ser forte para seguir adiante, mas o que quero mesmo é gritar, deixar essa dor sair através da minha voz. Não aguento mais essa solidão, essa saudade, essa dor. Parece que uma planta está sendo arrancada de dentro do meu peito com raiz e tudo. Meu coração dói e muito.

Tudo estava caminhado para darmos uma virada na nossa vida, depois de tantos percalços, desentendimentos, mas pergunto: após 32 anos de casamento quem nunca teve um desentendimento, uma briguinha boba ou até mesmo uma mágoa e depois veio o acerto?

Estávamos fazendo planos para a aposentadoria dele, viagens que faríamos e envelhecermos juntos. Fomos surpreendidas com um ataque cardíaco fulminante e quando cheguei perto, só deu um último suspiro. Até hoje aquela imagem não sai da minha mente.

Moro no Rio de Janeiro e me sinto sozinha, sem rumo. Minha filha mais velha mora no interior de Minas e a outra comigo, mas pretende logo ter a vida dela. Não quero ser um peso na vida de ninguém. Preciso me reinventar, mas às vezes me sinto sem forças até para levantar da cama e mesmo assim estou seguindo. Preciso muito de apoio, de ombros amigos para chorar, rir e as pessoas têm a vida delas, não quero incomodar.

Peço a Deus que me sustente na minha dor e me fortaleça sempre. Sei que um dia tudo será mais brando e a saudade será eterna. Preciso superar a mim mesma e voltar a sorrir com alegria. Gratidão por me “ouvir”.

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