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Depoimento Carla Christante

Nosso primeiro Dia dos Namorados juntos foi em 1989. Éramos jovens, apaixonados, e ele meu primeiro amor.

Em dezembro de 1991 nos casamos. Foi uma cerimônia simples com parentes e amigos. Fizemos nossa primeira viagem juntos, só nós dois. Na verdade, já tinha uma sementinha dentro de mim e dali a 4meses nasceu nossa primeira filha.

No começo tivemos muitas dificuldades. Éramos muito jovens, ele sempre muito esforçado e preocupado em nos dar o melhor. Passados sete anos veio nosso segundo filho e junto veio a transferência de trabalho do meu esposo.

Tivemos que nos mudar de cidade e essa experiência fez com que nos amadurecêssemos muito, pois não conhecíamos ninguém na nova cidade e isso nos uniu demais. Pude conhecer seu melhor lado. Ele sempre me incentivou a evoluir, crescemos juntos, na vida e na fé. Eu sempre fui firme em nossa religião, mas ele, apesar de ter muita fé, não era de praticar.

Até que um dia ele conheceu Jesus verdadeiramente, e se apaixonou, a ponto de tomar frente em ministérios da igreja. Foi um homem de Deus, daqueles de tirar a roupa do corpo para dar a quem precisasse, um exemplo para todos nós. Até aprender a tocar violão ele aprendeu.

Era amante de Maria, mãe de Deus, cantava lindos louvores e participávamos de um grupo de oração, onde éramos o exemplo de casal, tanto na igreja, como na família e nos grupos de amigos. Tínhamos muito orgulho da nossa família.

Em dezembro do ano passado, nas vésperas do Natal, ele disse Feliz Natal para nossos filhos e deu um forte abraço em cada um, pois só os veríamos no dia seguinte. Exatamente dia 24 de dezembro, aconteceu meu maior pesadelo. Estávamos com as malas prontas para viajar, ele acabou de colocá-las no carro, voltou para mim na sala e disse que quase desmaiou lá fora. Eu assustada, corri para pegar minha bolsa para levá-lo ao pronto socorro, quando ele, sentado no sofá, simplesmente teve um infarto, bem na minha frente.

Meu chão se abriu e meu mundo perdeu a cor. Ele teve um infarto fulminante e chegando ao hospital, teve mais duas paradas cardíacas e tomou cargas de choque. Ficou dezessete dias na UTI. Eu ia visitá-lo todos os dias. Tenho certeza de que lutou com todas as forças, mas Deus o levou.

Hoje estou aqui, tentando sobreviver, hora rindo, hora chorando. Sei que Deus fez o melhor, pois se ficasse, não seria o mesmo, teria muitas limitações e ele não merecia sofrer. Vivo um dia por vez.

Creio em Deus e acredito que um dia nos encontraremos.

Ele só foi antes

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