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Depoimento Bárbara

Era uma terça-feira (17.06.15), um dia normal, meu esposo despediu-se com um beijo e seguiu para o trabalho de moto. Nunca imaginei que aquele seria o nosso último beijo, ainda na cama, ouvi o ronco da moto e o barulho do portão.

Logo que cheguei no trabalho por volta das 8:00 horas da manhã, meu celular toca, era um número desconhecido. A pessoa se identifica, dizendo que tem um cartão com meu nome e se eu conhecia o Cleison, o coração já disparou… ela pediu para que eu fosse até o hospital Mário Gatti, que Cleison havia sofrido um acidente, eu não tinha idéia da gravidade.

Nesse dia tiveram 3 acidentes no sentido Monte Mor/Campinas e pegamos um trânsito intenso pela frente. Foi angustiante, meu celular tocava a cada momento que as notícias se espalhavam, os familiares, amigos, pessoas do meu trabalho, eram muitas informações e aquele desespero até chegar no local e ver o que realmente tinha acontecido.

Chegando na Avenida Lix da Cunha, estava o policial rodoviário, uma equipe de reportagem e avistei a moto, em um canteiro do outro lado, próximo ao trilho do trêm. Parece que a mente para, eu fiquei sem ação, recebi a notícia de uma morte fatal, era um andarilho que atravessou na frente a moto dele.

Seguimos até o Hospital Mário Gatti, eu pedi para ver e falar com ele, a enfermeira pediu para aguardar porque estava em cirurgia. Soube que ele tinha decepado o braço esquerdo. Foram horas de angústia e aflição, os familiares deram total apoio, no fim da cirurgia o médico me entregou a aliança num saco plástico, foi um momento bastante triste. Era um diagnóstico complicado, o braço não foi implantado devido as paradas cardíacas. Ele seguiu para UTI e foram 16 dias de sofrimento. Fui perdendo ele aos poucos, segui acompanhando o sofrimento dele, que adquiriu uma bactéria hospitalar e infelizmente veio a óbito.

Lembro de como foi horrível aquele momento do velório e do enterro, eu me sentia uma derrotada, eu acreditava na recuperação dele, mas essa não era a vontade de Deus. Continuei morando na nossa casa, onde tudo lembrava ele, as roupas, o cheiro, as vezes eu tinha impressão de ouvir o barulho do portão, como se ele estivesse chegando, lembro do dia que meu carro deu um problema na bateria, e no desespero, peguei o celular e liguei pra ele…

Não dava pra acreditar que ele não estava mais aqui, tínhamos um ótimo relacionamento, vivíamos intensamente. Eu não entendia porque eu tinha que viver essa situação. Numa cidade pequena eu era a viúva, isso me incomodava muito.

Os dias foram passando e aquele sentimento de falta, passou para dias de revolta, queria sair e viver deliberadamente, mas isso não me trazia felicidade, e queria muito realizar meu sonho de ser mãe, eu queria refazer a minha vida, mas me preocupava muito com que iam falar.

Meu mundo se voltou para as redes sociais, tentava me distrair.

Na minha rede de amigos, uma publicação de superação me chamou a atenção, era o Johnny. Um garoto bonito, mais jovem, parecia uma boa companhia. Fomos nos conhecendo, ele aceitava meu passado, passamos a namorar e ouvimos alguns comentários de preconceito.

Eu fui a cada dia, vendo nele, a possibilidade de realizar meus sonhos e de ser feliz em um relacionamento, eu queria construir a uma nova história.

Esse ano, em 18.08.18 nos casamos, e hoje eu acredito na superação, acredito no amor, acredito na família, acredito que Deus sabe todas as coisas e que precisamos buscar a nossa felicidade.

Esses dias eu ouvi o barulho do portão, era o Johnny, meu esposo, meu companheiro chegando em casa.

Com respeito ao meu passado, eu agradeço a Deus pelo meu presente e confio no meu futuro.

Você viúva, não pense que a vida acabou, não deixe que essa tristeza invada seu coração, se permita ser feliz, eu sou prova disso.

Meu nome é Bárbara e tenho 32 anos e fui casada por 5 anos com meu falecido marido.

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