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Depoimento Andréia

Minha história começa assim… após 9 anos de casada, um filho lindo de 4 anos e 7 meses e grávida do segundo filho, no dia em que completei 20 semanas de gravidez, recebi a pior notícia de minha vida, meu amado esposo sofreu um grave acidente de moto e em uma fração de segundos aquele lindo sábado ensolarado, tornou-se um dia escuro, triste, dolorido e eu sabia que meu grande amor não estava mais aqui, vivo entre nós. Não demorou muito pra receber a confirmação… então veio um momento ainda mais difícil, que foi dar ao meu filho a notícia que o papai, aquele cara incrível que estava sempre ao lado dele, nunca mais voltaria.

A partir de então começo a receber presentes que Deus colocou em minha vida, primeiro foi a sabedoria do meu pequeno, que na maturidade dos seus quatro anos e sete meses me mostrou que ficaria tudo bem e me deu forças. Minha família, meus pais, minha irmã e meu cunhado que deixaram de viver a própria vida, pra me ajudar a viver a minha com meus meninos, minha terapeuta querida e os amigos especiais, que não vou citar nomes pra não ser injusta e de repente me esquecer de alguém… mas todos eles foram extremamente importantes para me reerguer  e reaprender a viver a nova vida que se apresentou a mim.

Nesse momento descobrir que se separar tão bruscamente de alguém que amamos tanto, dói, dói tanto que parece que temos no peito uma ferida aberta, que sangra muito a todo o tempo e esse sangrar se transforma em lágrimas, pois elas escorrem e escorrem muito e por bastante tempo, mas é possível reaprender a viver, na verdade em relação a morte hoje enxergo que temos duas alternativas:

Reaprender a viver e ter de volta o sorriso no rosto ou viver pelo resto da vida se lamentando.

A morte é a única coisa que temos definitiva, uma vez rompido o fio da vida, nada o faz colar, voltar… e olhem se tivesse como voltar eu teria feito, teria atravessado um oceano, caminhando quilômetros… faria qualquer coisa pra trazer ele de voltar e arrancar aquela dor que eu sentia… mas isso não adiantaria nada, pois nada pode mudar esse cenário.

Quando tive essa certeza, resolvi seguir em frente e ao invés de reclamar, resolvi agradecer a Deus, não por ele ter partido, mas por tudo de bom que ficou, pelos meus filhos, pela minha saúde, pela família, amigos, pelo meu trabalho…

A partir deste momento, comecei a ter a certeza de que nossa vida é esse fio e que pode ser rompido a qualquer momento, sem aviso prévio e o que vai ficar, são os momentos bons ou maus, que ficarão pra sempre na memória das pessoas… então me tornei uma pessoa melhor, valorizo intensamente cada momento que posso estar ao lado das pessoas que amo e procuro fazer uma reserva bem grande de coisas boas, pois quando chegar o momento da minha partida ou da deles, quero ter um estoque bem grande de coisas lindas pra guardar no coração.

Mesmo com tudo isso, tem muitos dias que essa ferida ainda sangra, ainda fazem as lágrimas rolarem, afinal saudades dói muito, mas logo tudo se acalma e a vida vai seguindo.

O que eu diria hoje pra alguém que esteja vivenciando essa mesma dor… Chore tudo que tiver vontade de chorar, mas se lembre que a sua vida continua, tem pessoas ao seu lado que te amam infinitamente e que sofrem com você. Se mantenha firme por você, por seus filhos, ocupe seu tempo, se mantenha positivo, procure ajuda profissional, converse com pessoas, não guarde pra você toda a dor e tenha a certeza que o tempo é um santo remédio e que assim como os momentos bons passam, os tristes também irão passar.

Com carinho, Andréia Baroni

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